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Ética: O legalmente certo é sempre moralmente correto?

O final da Primeira Guerra Mundial foi um dos poucos conflitos de grande escala com um fim anunciado com antecedência. A guerra oficialmente terminaria no dia 11 de novembro de 1918, às 11 horas. No entanto, essa decisão foi comunicada às tropas quatro dias antes.

A pergunta era: lutar até o último minuto, ou cessar os combates sabendo que a guerra estava decidida? Muitos comandantes optaram por interromper o conflito, evitando mortes desnecessárias. Outros seguiram rigorosamente a ordem, levando a combates sangrentos sem propósito real.

Nesses momentos em que não há uma voz de comando presente, e que cada pessoa é deixada às suas próprias decisões, se revelam as sombras mais obscuras da natureza humana.

Esse episódio nos traz uma reflexão importante sobre ética. Legalmente, aqueles que continuaram lutando estavam corretos. Afinal, a guerra ainda não havia terminado oficialmente. Mas, moralmente, estavam certos?

No ambiente corporativo, esse dilema se repete. Há práticas que, embora estejam dentro da legalidade, podem ferir profundamente a ética moral. Já presenciei situações como:

• Demissões malconduzidas, sem transparência e respeito ao profissional;

• Promoções baseadas em favoritismo, sem considerar meritocracia;

• Contratos leoninos, em que um lado sempre perde;

• Falta de comunicação clara, levando funcionários a surpresas desagradáveis;

• Gestores abusivos, protegidos por uma cultura de silêncio.

A verdade é que nos protegemos sob o “chapéu” da legalidade, mas podemos estar completamente desprotegidos em termos de integridade moral. Lideranças perdem credibilidade, carreiras são comprometidas e ambientes de trabalho se tornam tóxicos.

A medalha conquistada em um campo de batalha desnecessário, pode ter o mesmo gosto amargo de uma recompensa obtida sem ética moral.

E você, já presenciou situações em que o que era legal, não era moralmente correto?

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