
IA e Você: Medo, Curiosidade ou Adaptação?
No início desta semana, em um só dia, tive contato com diferentes sentimentos sobre a aceitação e o uso da Inteligência Artificial.
Contatos Pessoais
Pela manhã, refleti ä respeito de uma pesquisa sobre a maneira educada como os usuários interagem com a IA. O estudo revelou que mais de 70% das pessoas, tanto nos EUA quanto no Brasil, conversam de forma polida, influenciados pelo filme O Vingador do Futuro. Impressionante como certos "fantasmas" nos acompanham!
Mais tarde, em uma livraria, um atendente atencioso e bem-informado me chamou a atenção. Tinha uma ótima articulação sobre os diversos títulos que discutíamos. Calculando que tinha cerca de 30 anos, perguntei se já havia se aventurado no mundo da IA. Sua resposta foi imediata: “Não! Tenho medo!”
Em família,,,
No mesmo dia, minha esposa ligou para o nosso neto Arthur, que completava 17 anos e mora no exterior. Animado, contou-nos que pediu de presente ao pai (nosso filho, Neal) peças para montar um computador. Juntos, foram comprar uma placa-mãe e outros componentes, mas ainda faltavam alguns, e o presenteamos também.
Com muita naturalidade, Arthur nos relatou que usou o ChatGPT para identificar e comprar as peças restantes. Agora, ele está utilizando a IA como guia na montagem de seu primeiro computador, reaproveitando a carcaça de um antigo. Nem ele mesmo percebeu o quanto já incorporou a tecnologia ao seu aprendizado. Ficamos maravilhados!
No mundo...
Por fim, li a notícia de que a China introduzirá o ensino de IA no Ensino Fundamental já neste ano. Em 2018, Xi Jinping anunciou que, até 2030, a China pretende liderar globalmente essa tecnologia. Ensinar as crianças desde cedo é um passo essencial nessa direção.
As reações humanas a uma tecnologia disruptiva são diversas. As evidências mostram que, quanto mais jovem, menor a resistência ao novo, porém as diversas perspectivas fazem parte da nossa natureza e têm que ser respeitadas.
No livro "Gênesis", que traz ponderações muito recentes sobre a IA, os autores fizeram uma analogia interessante ao impacto de uma revolução tecnológica. Compararam à chegada do explorador espanhol Cortez, à civilização asteca.
A reação dos nativos variou: alguns se tornaram amigos de imediato, outros sentiram medo, muitos apenas observaram com cautela e, claro, houve aqueles que os viram como inimigos.
Este texto não busca ditar a postura correta, mas convida à reflexão diante desse cenário atual.
E Você?
E você? Como se posiciona nesse contexto? Quais são suas preocupações? Como enxerga o seu futuro e o dos outros diante dessa nova realidade?