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2025: O que me aguarda na gestão de Recursos Humanos

Texto original publicado em RH Pra Você https://lnkd.in/dAXycSeH

Ocupo a posição de liderança de Recursos Humanos na organização para a qual trabalho. Recentemente, participei de uma apresentação do pessoal de Marketing e Finanças sobre as expectativas para 2025.

Agora, preciso levar minhas recomendações à próxima reunião. Confesso que isso tem tirado algumas horas de sono. No entanto, após refletir bastante, cheguei à primeira conclusão:

1 – Analisar como essas expectativas impactam as PESSOAS

Entre os vários temas apresentados, a Tecnologia foi o destaque. Isso me levou a uma importante “lição de casa”.

2 – Avaliar o estágio da organização na utilização de recursos de Inteligência Artificial (IA)

Se eu não entender como os outros líderes da empresa estão aplicando novas tecnologias, não poderei apoiá-los adequadamente na preparação de pessoas. Essa reflexão trouxe outra conclusão importante. Independentemente do estágio da companhia, posso contribuir para a produtividade do negócio.

3 – Exigir conhecimentos de IA no recrutamento de posições específicas

Lembrei-me, então, de uma citação de Alex Collmer, CEO da VidMob, no Web Summit, em Lisboa: “As pessoas pensam que a IA vai roubar seus empregos – não vai – mas alguém que usa IA melhor do que você, vai.”

Essa frase ficou na minha cabeça. E as pessoas da minha própria organização? Estão preparadas para contribuir mais? Por isso, vou propor:

4 – Pulverizar noções básicas sobre IA entre os colaboradores

Esse será um tema prioritário na próxima reunião, pois o alinhamento do time de liderança é essencial. Aliás, percebi que ainda falta algo:

5 – Como líder de RH, avaliar minhas próprias necessidades de aprendizado em IA.

Outro tema polêmico à frente é a proposta da jornada de trabalho 4×3, em discussão no Congresso. Apesar de exemplos de sucesso em outros países, há resistência na organização. Um dos diretores chegou a mencionar que, nos EUA, o governo discute o retorno ao trabalho presencial para funcionários públicos.

Se a medida for aprovada, será nossa responsabilidade liderar sua implementação. Assim, decidi:

6- Formar um comitê multidisciplinar para estudar a jornada 4×3 e liderar sua implantação, se virar lei.

Além disso, outro ponto importante tem chamado minha atenção: a alta rotatividade de colaboradores jovens. Há um claro “gap” de expectativas entre a Geração Z e os funcionários mais experientes. Para resolver isso:

7 - Criar um programa que conecte a Geração Z e outras gerações, promovendo entendimento mútuo.

Agora sinto que tenho tudo pronto para a reunião com o grupo diretivo. Espero que as propostas sejam aceitas em consenso.

Realmente, 2025 promete grandes desafios. Ainda bem que as férias de janeiro estão garantidas – vou precisar delas para recarregar as energias!

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