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Você é o que parece ser? Uma lição profissional com bananas

Sou um consumidor assíduo de bananas. Gosto muito, mas confesso: é uma das frutas que mais me causa surpresas. Às vezes boas, às vezes nem tanto. Penso que isso já aconteceu com você também.

Exemplos de surpresas: abrir uma banana que parecia perfeita e… estava verde por dentro. Já tive o oposto: uma banana com casca escurecida, que parecia já passada, e ao abrir, estava exatamente no ponto certo. E há ainda a mais frustrante das situações: uma banana com cara de boa… mas ao abrir, já passou da hora. Ainda esta semana abri uma, vendo que ainda estava meio verde, mas consumível. Estava muito mais verde do que aparentava, e tive que descartá-la.

Essa analogia pode parecer curiosa — até engraçada — mas diz muito sobre o mundo profissional.

Muitas vezes, vemos profissionais com ótima aparência externa. Falam bem, se posicionam, parecem preparados. Mas basta abrir a “casca” — entregar uma responsabilidade, colocar em teste — e descobrimos que ainda estão verdes. Não têm consistência, nem preparo real.

Outros se mostram experientes, com boa postura, mas ao serem "descascados", já não entregam mais o que deveriam. Foram bons, mas não são mais. A casca é bonita, mas o interior está passado.

E há o oposto: profissionais discretos, com imagem apagada, até subestimada. Talvez pela idade, pela timidez, ou por não se promoverem como os demais. Mas quando se abre, quando são postos à prova, entregam excelência, visão e experiência de valor. Essas são as melhoras surpresas — as bananas de casca feia, mas polpa perfeita.

O grande desafio, portanto, é alinhar o exterior com o interior.

• Se você está pronto, mas não parece, trabalhe sua imagem.

• Se parece pronto, mas não está, invista em conhecimento e prática.

• Se ambos estão desalinhados, cuide disso com urgência.

O profissional precisa ser consistente: que o que ele mostra, de fato represente o que ele entrega.

Assim como a banana que escolhemos pela casca, o mundo corporativo faz julgamentos rápidos. Cabe a nós garantirmos que, ao sermos “abertos”, estejamos no ponto certo.

E você, como se vê?

• Está realmente pronto para o que diz que faz?

• A sua imagem externa representa bem seu valor?

• Você tem deixado seu valor escondido por trás de uma casca apagada?

• Ou pior… tem passado a impressão de que está pronto, quando ainda precisa amadurecer?

Seja honesto consigo mesmo. E lembre-se: a pior decepção é aquela que vem quando esperamos doçura… e encontramos amargo.

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