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Peter Drucker: Uma lição sobre a segunda metade da carreira

Ao pensar sobre esse assunto, não pude deixar de voltar às minhas anotações do livro "O Legado de Peter Drucker", escrito por Bruce Rosenstein.

O autor relata alguns fatos da vida de Drucker, assim como traz muitos de seus "insights". Com peculiar ênfase, ressalta que Drucker teve vida plena e produtiva até a sua morte, aos 95 anos, em 2005.

A maioria de seus livros foi escrita quando ele já passava dos 65 anos.
Em 2002, meses antes de completar 93 anos, ele estava fazendo uma releitura completa de Shakeaspeare enquanto consultava o guia literário de Harold Bloom.

Um forte legado de Drucker, foi a importância de planejar a segunda parte de sua carreira, quando afirmou:

“O propósito do trabalho de traçar o futuro não é decidir o que deverá ser feito amanhã, mas o que deve ser feito hoje para que haja um amanhã."

Tinha claramente três focos: escrever, ensinar, prestar consultoria, e dentro disso planejou o seu futuro. Para isso, é necessário se definir as áreas de força de uma pessoa. Drucker afirmou que, segundo sua experiência, poucas pessoas são capazes de articular suas áreas de força.

Complementando, trago três outras de suas afirmativas que cabem nesse contexto:

“As pessoas eficientes que conheço, se impõe a disciplina de reservar tempo para pensar.”

“Com efeito, administrar a si mesmo requer que todo trabalhador do conhecimento pense e aja como um CEO.”

“A pessoa mais capacitada de trazer à grande contribuição à empresa é a pessoa madura – e você não terá maturidade se não tiver vida ou interesses fora do trabalho.”

Para encerrar as citações do livro escolhi a frase que " a grande obra “Falstaff’, foi composta por Verdi quando estava na casa dos 80 anos.

"Vamos aqui um mosaico de pensamentos para provocar aquela famosa discussão no espelho. Sugiro aqui algumas perguntas, as quais já as fiz a mim mesmo:

Estou seriamente planejando a segunda parte da minha carreira? Será que o que hoje chamo de discriminação, não é fruto desta falta de preparação? Estou pronto para dar uma "virada de atitude", e deixar de culpar a outros ou as circunstâncias? Tenho realmente um plano de vida?

Espero que para você, as respostas sejam mais suaves do que foram para mim.

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